O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que o delegado Marcelo Ivo de Carvalho deixou os Estados Unidos por decisão dele próprio, não por expulsão. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira, 22 de abril de 2026, durante entrevista à GloboNews. Segundo Rodrigues, ainda não há confirmação de processo formal nos órgãos americanos para o servidor.
O chefe da PF explicou que o delegado chegou ao trabalho com a credencial de acesso negada e, diante desse quadro, foi considerado prudente o retorno ao Brasil. Mesmo de volta, Carvalho permanece credenciado junto às autoridades americanas nos EUA. A explicação busca esclarecer a situação sem atribuir punição administrativa imediata pelo governo brasileiro.
Rodrigues classificou como infundada a ideia de que o delegado tenha enganado o ICE. Em tom mais duro, o diretor afirmou que seria improvável que um policial federal atuante nos EUA tente ludibriar o processo da própria agência para a qual trabalha. A PF também confirmou ter retirado as credenciais de um oficial norte-americano que atuava no Brasil, sinalizando reciprocidade caso haja necessidade de ações de mesma natureza.
Divergências entre Brasil e EUA
A Casa Branca informou, por meio de publicação no X, que um funcionário do governo brasileiro foi expulso do país por suposta tentativa de perseguição política e por supostamente manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais. O posicionamento americano ocorreu na segunda-feira, 20 de abril de 2026, e não houve confirmação oficial de participação direta do delegado Marcelo Ivo de Carvalho nessa acusação.
Medidas e próximos passos
A PF afirma que pretende dialogar com autoridades dos EUA para esclarecer o andamento do eventual processo administrativo citado pelo governo americano. Andrei Rodrigues disse que aguarda uma reunião para buscar uma solução que permita esclarecer os fatos e evitar impactos operacionais para a cooperação entre as duas instituições.
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