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Dependência militar britânica dos EUA já não é viável, diz ex-chefe da OTAN

Ex-chefe da Otan afirma que a dependência britânica dos EUA não é mais viável; o Reino Unido deve ganhar autonomia militar e mirar 3,5% do PIB em 2035

Lord Robertson (right) during a meeting with Keir Starmer in July 2024.
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Britain precisa reduzir a dependência militar dos EUA, afirma ex-chefe da Otan. Lord Robertson diz que a relação especial já não é sustentável e que o Reino Unido deve tornar-se mais autônomo, mesmo diante de divergências entre Westminster e Washington.

Ele cita sinais desde a era Trump: ataques a Irã, tarifas contra aliados, e a ameaça de revisar acordos com a Dinamarca. Robertson afirma que o tom diplomático da Casa Branca atingiu um patamar histórico baixo e sinaliza mudanças na política externa dos EUA.

A declaração ocorreu em seminário na Chatham House, onde o ex-ministro da Defesa também destacou que os impactos vão além de uma gestão pontual. Segundo ele, o comportamento de Trump reflete mudanças de fundo na política externa americana.

Robertson afirma que o alto nível de dependência militar não é mais aceitável. O britânico precisa agir para fortalecer sua própria capacidade, mantendo cooperação com aliados europeus frente a Rússia e buscando maior participação no gasto de defesa.

Ele aponta metas: aumentar o gasto militar para 3,5% do PIB até 2035, e reduzir o déficit de investimento de 18 bilhões de libras em um plano de dez anos, para entregar compromissos de defesa mais robustos.

Paralelamente, um relatório da comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Lores, da qual Robertson participa, indica que a relação especial está sob pressão maior desde a Segunda Guerra Mundial.

O embaixador dos EUA no Reino Unido, Warren Stephens, reforçou que a estratégia de segurança nacional norte-americana prioriza a cooperação com aliados, incluindo o Reino Unido, para manter a segurança europeia.

Além disso, o relatório aponta uma tendência de maior diversificação da relação com a defesa europeia, com ênfase em ações conjuntas contra a agressão russa e em fortalecer capacidades nacionais.

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