O Irã ameaçou restringir a produção de petróleo na região do Oriente Médio caso seus territórios ou instalações sejam usados por inimigos para atacá-lo. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22) e dirigida a países do Golfo Pérsico, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Bahrein.
Segundo a agência de notícias estatal Fars News, o comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que, se as ações contra o Irã continuarem, a principal fonte de renda da região ficará em risco. O chefe militar não especificou quais governos seriam alvos.
A mesma nota fala de uma ampliação da lista de alvos do Irã, que passaria a incluir campos de petróleo e refinarias em território regional. A menção envolve locais nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Kuwait, Catar e Bahrein, conforme a Fars News.
O contexto regional envolve tensões entre o Irã, por um lado, e Estados Unidos e Israel, por outro. O conflito teve início com operações que, segundo fontes ocidentais, resultaram em mortes de líderes iranianos e danos a infraestrutura militar. O Irã tem repetidamente afirmado que mira apenas interesses de adversários na região.
Diversas informações sobre impactos humanos e danos materiais no conflito variam conforme a fonte. Organizações de direitos humanos apontaram mortes de civis no Irã, enquanto autoridades dos EUA registraram perdas entre militares americanos. O desenrolar do confronto também envolve o Líbano, com ações do Hezbollah em resposta a ataques.
No desdobramento político interno do Irã, um novo líder supremo foi eleito por um conselho do país após a morte de grande parte da liderança. Analistas afirmam que a escolha representa continuidade de políticas repressivas. A notícia teve repercussão internacional, com diferentes interpretações entre aliados e adversários regionais.
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