O Irã reagiu às falas da vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, e às sanções da União Europeia. Representações iranianas na Áustria e no Reino Unido divulgaram mensagens críticas na terça-feira, 21 de abril de 2026, por meio de suas redes oficiais. O tom é de oposição às ações europeias no Oriente Médio.
A embaixada do Irã na Áustria chamou as sanções de um esforço patético, ligado a uma prática de intimidação e carente de legitimidade. Segundo o perfil diplomático, a União Europeia estaria repetindo um padrão de pressão considerado inaceitável e desprovido de fundamentação.
A representação iraniana no Reino Unido adotou tom ainda mais contundente, listando críticas à atuação europeia no conflito no Oriente Médio e referindo-se a uma suposta afronta a civis no Irã. A mensagem também questionou a postura da UE sobre ações dos EUA no Golfo e sobre a cobertura dada a Israel na crise de Gaza.
Reações das Embaixadas iranianas
A África: em mensagem publicada, o Irã pediu diálogo baseado em racionalidade, realismo e respeito mútuo, ressaltando que a cooperação internacional deve evitar medidas provocativas. A embaixada austríaca destacou que mudanças na política europeia são imprevisíveis e podem ter impactos diplomáticos.
No Reino Unido, a embaixada ampliou as críticas à atuação da UE na região, mencionando uma suposta hipocrisia na abordagem ao conflito e sugerindo que a presença de missões navais europeias favorece o comércio sem evitar abusos. A nota apontou ainda contradições entre posicionamentos sobre Gaza e ações no Golfo.
A resposta iraniana ocorreu após a reunião do Conselho de Relações Exteriores da UE, que discutiu, entre outros pontos, a liberdade de navegação e sanções. A declaração oficial da UE afirmou que a liberdade de navegação é inegociável e que o estreito de Ormuz deve permanecer aberto, com medidas para proteger o fluxo de energia.
Entre na conversa da comunidade