Dois ministros do governo interino do Peru apresentaram demissão, acusando o presidente interino José María Balcázar de ter induzido o país a acreditar numa negociação de caças que, segundo eles, foi assinada mesmo após seus negarem o acordo. A saída ocorreu em meio a controvérsia sobre a compra de aeronaves de combate F-16.
Os ministros de Defesa e de Relações Exteriores deixaram seus cargos alegando que o acordo saiu apesar da posição pública de Balcázar de adiar a decisão até o próximo presidente eleito. A negociação envolve 24 caças F-16, da Lockheed Martin, num valor estimado de 3,5 bilhões de dólares.
Segundo relatos de autoridades, o acordo estava previsto para ser assinado na sexta-feira, mas Balcázar afirmou ter cancelado o ato para aguardar o retorno da decisão pelo próximo governo eleito. Contudo, duas fontes afirmam que o documento foi assinado pela estrutura militar na segunda-feira, sem o aval formal do chefe de Estado.
A crise ocorre em um momento de transição política no Peru, com o governo interino buscando estabelecer diretrizes de política externa e defesa enquanto aguarda a conclusão do processo eleitoral. Ainda não há confirmação oficial sobre o estado atual do acordo nem sobre quem autorizou a assinatura junto à Lockheed Martin.
As informações vêm de fontes próximas aos ministérios envolvidos e de veículos de imprensa que acompanham o caso. O governo peruano não divulgou um posicionamento adicional até o momento. O tema permanece em aberto, com impactos potenciais para a agenda de defesa do país e para as relações com fornecedores internacionais.
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