Durante ataques à Ucrânia, a Rússia enviou mísseis hipersônicos Kinzhals e drones em rotas próximas a usinas nucleares, segundo denúncias das autoridades ucranianas. Trinta e cinco lançamentos foram detectados a várias distâncias de instalações críticas, incluindo a desativada usina de Chernobyl.
O procurador-geral ucraniano Ruslan Kravchenko detalhou a operação não previamente divulgada perto de centrais nucleares. A notícia ocorre em meio à preparação da Ucrânia para o 40º aniversário do desastre de Chernobyl, em 26 de abril de 2026.
Além de Chernobyl, o território ucraniano abriga quatro usinas nucleares, incluindo a maior da Europa, em Zaporizhzhia, ocupada desde 2022. As informações apontam que Khmelnytskyi, no oeste, também ficou no trajeto dos Kinzhals.
Contexto
Kravchenko afirmou que três lançamentos resultaram na queda de mísseis perto da usina de Khmelnytskyi, a cerca de 10 km do local. Em outros casos, os mísseis não teriam sido interceptados, sem detalhar se houve danos.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou acompanhamento da atividade militar nas proximidades de usinas nucleares, ressaltando a necessidade de contenção para evitar riscos de segurança nuclear. O diretor-geral Rafael Grossi expressou preocupação com esse tipo de operação.
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