O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou a retirada das credenciais de um agente de imigração americano que atuava na coordenação do setor no Brasil. A medida foi tomada como retaliação a uma decisão do governo de Donald Trump.
Segundo Andrei, o bloqueio de acesso a bases de dados da PF contra o servidor americano deverá permanecer até que se esclareça a motivação de Estados Unidos contra o policial brasileiro. Ele informou que não houve comunicado oficial à PF.
O funcionário brasileiro envolvido é o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami. Ele participou do caso que resultou na prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem pelo ICE, agência de imigração dos EUA.
Andrei afirmou que, até o momento, a PF não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o ocorrido com Marcelo Ivo, e que determinou o retorno dele à unidade no Brasil. O agente teve a credencial de acesso ao sistema negada ao chegar ao trabalho.
Contexto e desdobramentos
O chefe da PF descreveu a reação brasileira como proporcional, destacando a falta de evidências de que o policial tenha atuado para manipular o sistema de imigração. A nota pública destacou a cooperação entre as autoridades dos dois países, que já havia sido alvo de controvérsia.
A troca de delegado que atuava junto ao ICE ocorreu em março de 2023, com a nomeação de Tatiana Torres para substituí-lo, antes do episódio envolvendo Ramagem. Ramagem foi condenado a 16 anos e um mês de prisão, em ação ligada ao governo anterior.
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