O porta-voz da Guarda Revolucionária Iraniana, Ramezan Sharif, afirmou nesta quarta-feira em Teerã que todos os países da Península Arábica devem deixar suas nações caso o Irã seja atacado pelos Estados Unidos. A declaração foi dada em uma coletiva de imprensa na capital iraniana.
Segundo Sharif, o Irã não permitirá que seus inimigos invadam o país e, diante de uma agressão, a região seria envolvida pela guerra. Ele disse que os países árabes teriam de sair de suas casas para evitar consequências da escalada.
A fala ocorre em meio a uma intensificação das tensões na região, com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA e aliados. O Irã tem ameaçado fechar o canal de navegação em retaliação a sanções econômicas impostas pelos EUA.
O porta-voz também deixou claro que o Irã está pronto para empregar toda a força necessária para impedir o bloqueio do estreito e proteger seus interesses e soberania, caso haja novas ações proibidas contra o país.
Contexto regional
As acusações dos EUA de responsabilidade do Irã por ataques a plataformas de petróleo na Arábia Saudita foram negadas pelo governo iraniano. A escalada de segurança preocupa investidores e exportadores, por afetar o fluxo de petróleo na região.
Além disso, Washington pressionou por responsabilização de Teerã, enquanto Teerã afirma que não houve envolvimento nos ataques. O governo iraniano reiterou interesse em retomar negociações com os EUA, desde que haja suspensão de sanções e reconhecimento dos direitos do Irã de desenvolver seu programa nuclear.
Perspectivas e próximos passos
O conflito permanece como um dos principais riscos à estabilidade mundial, com impactos potenciais no comércio de energia e na segurança regional. O Irã sinaliza disposição para negociações, condicionadas a medidas econômicas e ao reconhecimento de seus interesses estratégicos.
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