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Presidente de Cuba afirma não temer guerra com os EUA

Díaz-Canel afirma não temer guerra, defende preparação militar não ofensiva e busca diálogo com condições de igualdade, diante de apagões e sanções

Na entrevista, o líder cubano destaca que a preparação militar não tem caráter ofensivo - (crédito: Cuba TV / AFP)
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou que não teme uma guerra com os Estados Unidos, mas reforçou a necessidade de preparação militar diante de apagões, escassez de combustível e sanções extremas. A afirmação foi feita em entrevista publicada pelo site Opera Mundi na terça-feira, 21, após declarações do então presidente norte-americano Donald Trump sobre Cuba.

Segundo Díaz-Canel, a preparação não tem caráter ofensivo, mas serve para defender a Revolução, a soberania e a independência do país. O líder cubano ressaltou que o diálogo com Washington continua, desde que seja com respeito ao sistema político cubano, à soberania e em condições de igualdade, sem imposições.

Na segunda-feira, 20, autoridades cubanas disseram ter mantido conversas com representantes dos Estados Unidos, em estágio inicial. A entrevista ocorreu em meio a uma política de pressão máxima contra Cuba, iniciada pela administração Trump no início de 2017, com cortes de petróleo e outras medidas.

Diálogo e endurecimento das pressões

Díaz-Canel destacou a disposição de Havana para o diálogo, mas com limites claros. O presidente ressaltou que as negociações devem respeitar a independência cubana e não podem exigir alterações no sistema político.

No campo externo, o governante elogiou o apoio de países como Brasil, China, Colômbia, México e Rússia, que têm enviado alimentos, insumos e apoio energético. Instituições internacionais também mobilizam recursos para assistência humanitária à ilha.

Impactos na vida cotidiana

Parte da entrevista foca nos impactos da política de bloqueio sobre a população. Díaz-Canel mencionou déficits energéticos que afetam atividades básicas e serviços. Ele citou casos de longos apagões, interrupções no abastecimento de água e dificuldades logísticas que complicam transporte e educação.

A organização das atividades escolares sofreu alterações, com redução de aulas presenciais e aumento do ensino à distância. Ainda assim, o acesso a plataformas educativas é prejudicado por falhas de energia durante os apagões. Em números citados, há uma lista extensa de pessoas aguardando procedimentos médicos.

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