Donald Trump sinalizou que pode abrir concessões para encerrar o conflito com o Irã, iniciado após ataques de fevereiro. O objetivo é fechar um acordo similar ao que criticou em 2015, porém com ajustes que não repetiriam as falhas apontadas por ele no JCPOA.
Entre as propostas em discussão estaria o desbloqueio de cerca de 20 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados. Teerã, por sua vez, continua resistente a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, ponto central das críticas republicanas ao pacto de 2015.
Trump afirma, pelas redes sociais, que o acordo em gestação não terá as falhas do acordo de Obama e que será “muito melhor”. Ele assegura que, caso haja um acordo, trará paz não apenas ao Oriente Médio, mas a nível global.
Além da matéria nuclear, o conjunto de negociações pode contemplar o programa de mísseis e o apoio iraniano a aliados regionais como Hamas e Hezbollah, temas que não faziam parte do JCPOA. Especialistas destacam que ampliar o escopo aumenta a complexidade.
Nesta terça-feira, o presidente anunciou estender um cessar-fogo com o Irã até a apresentação de uma proposta por Teerã, mantendo, porém, o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz. A medida chega em meio a incertezas sobre o andamento das negociações.
A Guarda Revolucionária Islâmica informou nesta quarta-feira que interceptou dois navios no Estreito de Ormuz e os conduziu a waters iranianas, em alerta sobre violações. O anúncio não foi confirmado oficialmente pelo governo do Irã sobre a extensão do cessar-fogo.
Desde o início do conflito, em fevereiro, ocorreram negociações em Islamabad sem resultados. O Paquistão atua como mediador para organizar novas rodadas, em meio a perdas humanas e impactos econômicos globais.
A situação segue envolta em incertezas, com diferentes partes discutindo condições, prazos e instrumentos que possam representar um acordo estável para a região. As próximas etapas ainda não foram anunciadas oficialmente.
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