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UE busca reduzir o impacto energético da guerra no Irã com cortes de impostos

UE propõe cortar impostos sobre eletricidade e coordenar estoques de gás para mitigar alta de preços provocada pela guerra com o Irã, sem intervenções de mercado

Bandeira da União Europeia (Foto: Christian Lue/Unsplash)
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A Comissão Europeia propôs facilitar cortes de impostos sobre a eletricidade e coordenar o reabastecimento de verão do armazenamento de gás, buscando atenuar o impacto da guerra no Irã nos preços de energia. A medida visa manter o consumo estável enquanto o conflito influencia o mercado.

Ainda sem grandes intervenções no mercado, a UE não planeja, por ora, limitar preços de gás nem tributar lucros extraordinários de empresas de energia. As mudanças devem reduzir a carga sobre famílias e indústrias vulneráveis, segundo o órgão.

A dependência europeia de petróleo e gás eleva a vulnerabilidade ante choques externos. O preço do gás na região subiu cerca de 30% desde o início do conflito envolvendo EUA, Israel e Irã em 28 de fevereiro.

Mudanças previstas e próximos passos

Bruxelas anunciará propostas legais para alterar as regras tributárias em maio, com aprovação unânime dos países da UE ainda necessária. As mudanças devem permitir que governos reduzam a zero os impostos sobre a eletricidade para setores estratégicos.

Além disso, a Comissão orientará o reforço dos estoques de gás nos próximos meses para evitar picos de preço quando empresas voltarem a comprar em massa. O órgão também indicará quando liberar estoques emergenciais de petróleo.

As medidas visam mitigar volatilidade do mercado energético sem recorrer a intervenções rápidas de grande escala, mantendo o foco em estabilidade econômica e proteção de consumo. As ações dependem de consenso entre os Estados-membros.

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