A União Europeia aprovou a abertura do procedimento final para liberar um empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia. O anúncio veio de fontes diplomáticas nesta quarta-feira, com o Chipre, na presidência rotativa, comunicando o início do procedimento escrito entre os 27 Estados-membros. O mecanismo permite adoção da medida se não houver objeções em 24 horas.
A decisão encerra meses de bloqueio imposto pela Hungria. O veto estava vinculado à retomada do fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que passa pela Ucrânia e atende Hungria e Eslováquia. O oleoduto havia sido danificado por ataques russos em janeiro e teve operações interrompidas.
Orbán chegou a manter posição firme contra o empréstimo, acusando a Ucrânia de atrasar reparos no Druzhba. Em abril foram realizadas eleições na Hungria, levando ao poder um governo liderado pelo conservador Péter Magyar. A tensão com Bruxelas começa a ceder após a vitória do novo premiê.
Contexto e desdobramentos
Budapeste autorizou o início do procedimento de aprovação, que deve ser concluído nesta quinta-feira, 23. No entanto, o aval definitivo depende da retomada efetiva do fluxo de petróleo pelo Druzhba, conforme anunciado por autoridades ucranianas.
Segundo informações, o bombeamento foi reiniciado nesta quarta-feira e o petróleo deve chegar à Hungria e à Eslováquia nas próximas 24 horas. O desbloqueio ocorre em paralelo ao avanço do 20º pacote de sanções da UE contra a Rússia, travado pela Hungria e pela Eslováquia.
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