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Cuba vê alívio de curto prazo com petróleo russo já em fluxo

Cuba recebe alívio temporário de energia com a primeira grande remessa russa; efeito pode durar apenas dias, enquanto o governo negocia novas entregas

Petroleiro russo chega ao porto de Matanzas, em Cuba 31 de março de 2026
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O navio-tanque Anatoly Kolodkin, com bandeira russa, descarregou cerca de 700 mil barris de petróleo bruto na Baía de Matanzas, no final de março, após chegar a Cuba com uma remessa de 100 mil toneladas. A operação ocorreu em meio ao bloqueio dos EUA e representou a primeira entrega relevante desde o início do ano.

O combustível russo, refinado em produtos como gasolina, diesel e óleo combustível, começou a sair da refinaria de Cienfuegos em 17 de abril. A medida sinaliza um alívio temporário para a ilha, que enfrenta severa escassez energética há meses.

Alívio imediato para parte da população foi observado neste início de semana, com quedas notáveis de apagões em algumas regiões. Dados oficiais apontam que a integração do petróleo russo facilita a recuperação de geração de energia.

O governo cubano anunciou que o estoque disponível deve cobrir apenas alguns dias, até o fim do mês. Autoridades indicam a necessidade de continuações de remessas semelhantes para sustentar o setor industrial e a geração de energia.

A Rússia confirmou planos de enviar uma nova remessa de combustível, mas ainda não houve confirmação de envio. Enquanto isso, Cuba mantém negociações com os EUA, que condicionam mudanças na economia e no sistema político da ilha.

Entre a população, relatos de melhoria são pontuais. Trabalhadores e aposentados destacam alívio parcial, sem eliminar a dependência de fontes externas. A situação energética permanece frágil, com continuidade de racionamento em algumas áreas.

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