Após quase dois meses de conflito, uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) e autoridades dos EUA indicam quedas significativas nos estoques de armamentos considerados estratégicos, como mísseis avançados, de ambos os lados.
Segundo o CSIS, as forças norte‑americanas mobilizaram grande parte de seus recursos. Nas últimas sete semanas, pelo menos 45% dos mísseis de ataque de precisão foram usados, metade dos mísseis THAAD e quase 50% dos interceptores Patriot. O relatório aponta que o cronograma de reposição deve levar de três a cinco anos.
O estudo também mostra que, mesmo diante de estoques reduzidos, o Pentágono assinou acordos para ampliar a produção de mísseis antes do conflito. No entanto, a reposição depende de contratos e da capacidade de cadeia de suprimentos, com impactos ainda incertos no tempo de entrega.
Situação no Irã
O governo dos EUA afirma ter reduzido em 90% a capacidade de mísseis balísticos e drones do Irã, e Israel sustenta ter atingido mais de 70% dos lançadores iranianos. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, destacou, no início de abril, que as Forças Armadas iranianas haviam sido “dizimadas” e ficaram inoperantes em combate por anos.
Por outro lado, uma reportagem da CBS News publicou que o Irã pode manter capacidade considerável. Autoridades americanas citadas pela emissora estimam que cerca de metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento continua ativo, com alguns equipamentos possivelmente armazenados em cavernas ou bunkers.
O levantamento também aponta queda no número de lançamentos de mísseis e drones ao longo do conflito, além de sinais de limitação na defesa aérea, como demonstrado por sobrevoos de bombardeiros B-52 sem interceptação firme.
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