O Irã interceptou dois navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 22 de abril de 2026, reforçando o controle sobre a rota estratégica. As embarcações foram apreendidas e levadas para a costa iraniana, segundo a Guarda Revolucionária.
A medida ocorre em meio ao endurecimento do bloqueio de Washington aos portos iranianos. O Panamá confirmou que um dos navios apreendidos, o MSC Francesca, navegava sob bandeira panamenha e afirmou que a ação causa grave prejuízo à segurança marítima internacional.
A Casa Branca minimizou o episódio, afirmando que não representa violação do cessar-fogo em vigor. O Comando Central dos EUA afirmou que 31 navios foram obrigados a retornar à região ou aos seus portos por causa do bloqueio.
Mercados e tensão regional
As apreensões elevam a tensão e impactam os preços do petróleo, que chegaram a subir no início do pregão asiático. O WTI era negociado em torno de US$ 94,33 o barril e o Brent em US$ 103,35, com volatilidade observada.
O episódio ocorre após o anúncio de uma possível extensão de um cessar-fogo por tempo indeterminado feito pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump. Autoridades iranianas não confirmaram apoio à extensão.
Risco e resposta internacional
Relatos apontam risco de minas marítimas no estreito, com estimativas de que a desminagem poderia levar meses. O Pentágono informou que uma avaliação confidencial aponta a presença de minas na região, embora tenha feito ressalvas sobre vazamentos.
A Guarda Revolucionária havia alertado, em abril, sobre uma zona potencialmente perigosa de minas no entorno de Ormuz. Países terceiros indicam disposição para participar de missão neutra de segurança naval.
Pedágio e desdobramentos
Diversas autoridades iranianas mencionaram a entrada de recursos pela travessia do estreito, com o vice-presidente do Parlamento afirmando que o país já começou a arrecadar valores. Detalhes financeiros não foram divulgados.
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