Israel e o Libano participam de nova rodada de negociações mediadas pelos EUA na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (23). A reunião envolve enviados dos dois países e ocorre um dia após ataques israelenses que deixaram ao menos cinco mortos, entre eles um jornalista.
O objetivo é estender o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, acordo que vigora desde 16 de abril. As hostilidades seguem no sul do Libano, onde tropas israelenses estabeleceram uma zona tampão, segundo autoridades locais. O Hezbollah diz ter direito à resistência.
Beirute busca prolongar a trégua para ampliar as negociações e avançar rumo a uma retirada israelense de territórios ocupados, com a participação do exército libanês na fronteira. Trump recebeu os enviados na Casa Branca, sinalizando a prioridade do tema.
O cessar-fogo foi alcançado após negociações entre embaixadores dos dois países em Washington. Um secretário de Estado citado disse haver otimismo de que as negociações possam progredir, apesar de confrontos persistentes na região.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, destacou que a embaixadora Nada Moawad defenderá a extensão do cessar-fogo e o fim das demolições em vilarejos do sul. Contatos recentes com Washington focalizaram contenção da escalada e avanços para encerrar o estado de guerra.
Épossible que haja acordo para conter a escalada, com retirada de Israel e definição de uma fronteira; também se discute a participação do governo libanês em procedimentos de retirada. O Libano aponta para fim de ataques e menor violência como condições.
O Exército israelense afirmou ter eliminado dois indivíduos armados no sul do Libano, acusando-os de representar ameaça. Ainda não está claro se esse incidente está ligado a ataques já reportados pelo Ministério da Saúde libanês, que registrou mortes e feridos em bombardeios.
Entre na conversa da comunidade