Donald Trump afirmou que a disputa entre moderados e linha dura na liderança do Irã é tão intensa que o país não sabe quem é o líder. Especialistas, porém, questionam a leitura e destacam coesão institucional em meio a ações militares passadas.
Analistas ressaltam que o Irã tem mostrado capacidade de manter funcionamento das instituições após assassinatos de altos comandantes, e que o poder pode estar mais consolidado do que o presidente americano sugere. A avaliação contrária sugere paralisação decisória, não ruptura.
Professores e pesquisadores destacam que o Irã tende a evoluir para uma liderança mais coletiva, com a figura do líder supremo Mojtaba Khamenei ainda sem consolidar plenamente sua autoridade, segundo observadores externos.
A substituição do secretário do SNSC, Ali Larijani, por Mohammad Bagher Zolghadr é citada como indicador de mudanças na gestão do espaço de decisão, ainda que haja consenso sobre a resistência a negociações sem fim ao bloqueio de portos.
Os debates internos apontam que o governo iraniano aposta em estratégias de longo prazo, incluindo o uso do Estreito de Hormuz para pressionar acordos com sanções. O governo nega fissuras, mantendo que há alinhamento no SNSC.
O papel de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente da Assembleia e líder da delegação a Islamabad, é citado como articulador que expõe posição de negociação, sem pressionar por rupturas com Washington, segundo fontes próximas ao tema.
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