Um ataque de forças de Israel na cidade de Touline, no sul do Líbano, deixou dois mortos nesta segunda-feira, 24, segundo o Ministério da Saúde libanês. A ofensiva ocorreu pouco depois da notícia da prorrogação do cessar-fogo entre os dois países.
O anúncio da extensão foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após reunião na Casa Branca com representantes libaneses e israelenses. A prorrogação vale por três semanas, substituindo o término previsto para o domingo anterior.
Ali Fayyad, parlamentar ligado ao Hezbollah, afirmou que o cessar-fogo não faz sentido se ataques israelenses continuarem. A fala reforça a tensão que persiste no território desde o início do conflito em março, quando o Hezbollah lançou foguetes em apoio a Teerã.
Na semana passada, o Líbano registrou ao menos cinco mortos em bombardeios, inclusive uma jornalista. Ela estava abrigada com outra profissional em Tayri, cidade no sul do Líbano, quando o ataque atingiu o local. A outra jornalista ficou ferida.
O Exército israelense reconheceu que atingiu profissionais de mídia, mas negou ter jornalistas como alvo específico. O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam criticou os ataques, classificando-os como crimes de guerra e destacando que a violência contra equipes de resgate não é aceitável.
Mais de 2.400 pessoas morreram no Líbano desde o início da ofensiva israelense e da invasão ao sul do país. Tropas israelenses mantêm presença em uma faixa de segurança de até 10 quilômetros no território libanês, segundo relatos oficiais.
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