O Irã e os Estados Unidos devem recomeçar negociações neste sábado, em formato indireto. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, viajará a Islamabad, mas não devem participar representantes do governo de Donald Trump. O objetivo é retomar o diálogo com mediação de Omã e participação indireta de Washington.
Araghchi informou, pelo X, que também irá a Omã e, depois, à Rússia, onde busca apoio junto a Vladimir Putin. A estratégia é encaminhar propostas aos EUA sem reuniões diretas entre as equipes, segundo fontes paquistanesas à Reuters. O Irã mantém a mediação de Omã.
Na semana passada, o governo americano adiou uma possível trégua com o Irã, já que o foco de Trump era a reabertura do estreito de Hormuz, essencial para o fluxo global de petróleo. As dificuldades envolvem o fim das hostilidades e o canal de comunicação entre as partes.
A tensão continua pelo controle do Hormuz, com o Irã mantendo atuação na região e cobrando pedágios para navios que cruzem suas águas. Washington, por sua vez, ampliou sanções e bloqueios, inclusive em rotas marítimas estratégicas, para pressionar o cumprimento de acordos.
Do lado iraniano, a queda do regime não impede a capacidade de lançar ataques a Israel e a países vizinhos. O governo iraniano reclama da violação de cessar-fogo e exige garantias para o fim de sanções econômicas, além de um acordo que limite o enriquecimento de urânio e supervisão internacional.
Entre os temas a serem tratados aparecem o acordo nuclear de 2015, restrições de enriquecimento, reparação por danos da guerra e o programa de mísseis. O Irã busca um acordo que minimize sanções, enquanto os EUA desejam assegurar verificação rigorosa e limitações duráveis.
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