O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou, nesta sexta-feira, a acusação de Donald Trump de que o navio de carga iraniano interceptado pelas forças dos EUA seria um “presente da China”. A declaração foi dada em Pequim.
Segundo os EUA, o navio Touska foi abordado e apreendido depois de tentar escapar do bloqueio aos portos iranianos. As ações teriam ocorrido no fim de semana, perto do estreito de Hormuz, conforme relatos de bases de defesa.
Trump afirmou, em entrevista à CNBC, que o navio carregava itens potencialmente problemáticos e ponderou a possibilidade de ter recebido apoio da China. O fato motivou reações diplomáticas e pedidos de esclarecimentos.
O Ministério das Relações Exteriores da China enfatizou que não há base factual para a associação entre Beijing e o navio. O porta-voz Guo Jiakun reforçou que relações comerciais internacionais não devem sofrer interferências.
Fontes de segurança marítima citadas pela Reuters indicaram que o navio porta-contêiner Touska transportava itens de uso dual, que poderiam ter aplicação militar. A tripulação e o destino final do carregamento não foram detalhados.
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