O Hezbollah e Israel se acusaram nesta sexta-feira (24/4) de violar o cessar-fogo, após o acordo de extensão do acordo firmado na quinta-feira (23/4). A prorrogação do cessar-fogo foi anunciada para mais três semanas, em meio a tensões na região.
Segundo o Exército de Israel, houve interceptação de projéteis vindos do Líbano e ataque a estruturas militares do Hezbollah no sul do Líbano. O órgão afirmou ter matado três militantes do grupo. O intervalo das ofensivas coincidiu com o reforço de operações na fronteira.
O Hezbollah, por sua vez, disse ter lançado foguetes contra o norte de Israel em resposta a suposta violação do cessar-fogo por parte de Israel. As ações ocorrem num contexto de escalada após ataques de Israel contra o Irã em fevereiro, que alimentaram a ofensiva do grupo libanês em apoio ao Irã.
Contexto do conflito
O Hezbollah é aliado do Irã e atua como grupo paramilitar libanês. O conflito envolve ainda o Hamas, no topo da Faixa de Gaza, ampliando a dinâmica regional. Mais de 1 milhão de libaneses já foram deslocados por confrontos próximos à fronteira com Israel.
As negociações envolvendo Irã e Estados Unidos contaram com a mediação do Paquistão. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a participação do Líbano no acordo não está assegurada pela sua leitura, mantendo a posição de combate ao Hezbollah até a neutralização do grupo.
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