O governo metropolitano de Tóquio pediu que servidores troquem o terno por roupas casuais, incluindo shorts, neste verão. A medida visa reduzir o consumo de energia com o aquecimento e enfrentar o aumento dos custos decorrentes do conflito no Oriente Médio.
A iniciativa, inspirada no programa Cool Biz, foi anunciada em meio ao aumento da demanda por energia e à preocupação com o uso de ar-condicionado. A proposta pretende diminuir a dependência de resfriamento mecânico durante o calor extremo.
A expectativa é que a adoção de roupas mais leves reduza o consumo de eletricidade no prédio público. O anúncio ocorreu quando o país enfrenta pressões sobre o fornecimento de combustíveis e opções de substituição do petróleo importado.
Quem está envolvido: servidores da prefeitura de Tóquio e a administração da capital, liderada pela governadora Yuriko Koike. A autoridade já participou anteriormente do programa Cool Biz, lançado em 2005 pela pasta do Meio Ambiente.
Quando e onde: o movimento começa nesta temporada de calor em Tóquio, Japão. O objetivo é enfrentar temperaturas elevadas e reduzir gastos com energia elétrica em órgãos públicos da prefeitura.
Por quê: autoridades apontam um cenário de tensão na oferta de energia devido ao conflito no Oriente Médio e à possível interrupção de suprimentos. A depender do equilíbrio de fontes, a medida pode ampliar a adoção de práticas de economia de energia.
Contexto e desdobramentos
A ideia envolve flexibilizar códigos de vestimenta para serviços públicos, buscando conforto sem prejudicar a imagem institucional. Em 2024, o Japão já observou recordes de temperatura e intensificação de eventos climáticos extremos.
Segundo a imprensa local, a governadora Koike mencionou que, além de shorts, itens como polo, camiseta e tênis podem ser adequados, conforme as funções exercidas. A medida acompanha outros movimentos de redução de jornada ou de deslocamento para casa.
Especialistas ressaltam que, se o fornecimento de petróleo se agravar, o impacto econômico poderá se estender a empresas e famílias. A volatilidade dos preços de energia é citada como fator que torna mais urgente economizar energia.
Entre na conversa da comunidade