A trégua entre Israel e Líbano foi prorrogada por três semanas, anunciada pelo presidente dos EUA, com o objetivo de reduzir o risco de escalada na fronteira norte. O anúncio ocorre em meio a negociações com Teerã, que vê melhoria no front libanês como apoio às tratativas com Washington. Ainda assim, o estreito de Hormuz segue sob pressão, com bloqueios seletivos que elevam o risco para o petróleo.
Autoridades iranianas chegaram a ameaçar romper negociações caso Israel intensifique ataques. Enquanto o Brent ultrapassou US$ 105 e chegou a US$ 106, o mercado passa a precificar risco geopolítico mais do que fundamentos de oferta e demanda. Analistas de bancos globais apontam que um fechamento total de Hormuz poderia levar o petróleo a US$ 120–130 por barril.
Trégua Israel-Líbano avança, petróleo sobe
A extensão do cessar-fogo é vista como solução temporária para evitar uma escalada direta com o Hezbollah. O acordo mantém incógnitas sobre desdobramentos regionais e as negociações com o Irã, que dependem de outras frentes de conflito. O mercado observa o impacto provável sobre fornecimento e preços globais.
Confiança do consumidor americano
Hoje sai a leitura final do índice de confiança do consumidor de abril da Universidade de Michigan. O dado preliminar mostrou 47,6 pontos, abaixo de março (53,3) e da previsão (52,5). O indicador de expectativas caiu a 46,1, menor nível desde 1980, sinalizando pessimismo com renda e empregos.
As projeções para os próximos 12 meses subiram a 4,8% de inflação, e o horizonte de cinco anos ficou em 3,4%, acima da meta de 2% do Fed. A leitura é um dos principais termômetros do consumo, componente que responde por mais de dois terços do PIB dos EUA. Dados fracos podem revelar pressão sobre a atividade econômica.
Fechamento de mercados (quinta, 23): Dólar em alta de 0,58%, a R$ 5,003; B3, Ibovespa, em queda de 0,78%, aos 191.378,44 pontos.
Entre na conversa da comunidade