Nações da União Europeia discutem ampliar a defesa coletiva e testar a cláusula de assistência mútua prevista no Artigo 42.7, em meio a dúvidas sobre o papel dos EUA na segurança do continente. A informação foi apresentada pelo presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, durante a cúpula ocorrida em Nicósia, no Chipre.
Segundo Christodoulides, o bloco precisa de respostas sobre como funcionaria a resposta dos membros caso a França ative o artigo, quais países participariam primeiro e quais seriam as necessidades do país acionante. Ele destacou a necessidade de desenhar um plano operacional aplicável a qualquer invocação.
A cláusula foi acionada pela última vez pela França, após os atentados de 2015, mas as obrigações práticas permanecem pouco claras. O bloco planeja realizar o primeiro exercício de simulação em maio, entre embaixadores dos 27 Estados-membros, para testar a resposta política e operacional nas primeiras horas e dias.
Novo ritmo de cooperação
Um segundo exercício, com participação de ministros, deverá ocorrer posteriormente. A cúpula também consolidou o objetivo de ampliar o engajamento da UE pela desescalada no Oriente Médio. Entre os participantes estiveram líderes da Síria, Jordânia, Líbano e Egito, reunidos em almoço de trabalho com os europeus.
Ao longo da agenda, autoridades europeias enfatizaram a necessidade de cooperação reforçada com a região para promover estabilidade. O encontro coincidiu com declarações do presidente dos EUA sobre a busca de negociações com o Irã, em meio a tensões regionais.
Macron sinalizou a opção de apoiar financeiramente e logisticamente as Forças Armadas libanesas, caso Beirute solicite. O presidente cipriota defendeu ampliar o diálogo com a Síria e o início de um acordo estratégico abrangente com o Líbano, além de buscar uma solução gradual para a situação síria.
A cúpula destaca ainda a importância de fortalecer as relações entre a UE e países do Oriente Médio, com foco na cooperação regional e na busca por caminhos de desescalada. O encontro encerrou com a conclusão de que a estabilidade na região é parte central da agenda europeia.
- AFP
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