Um juiz federal dos Estados Unidos determinou a prisão temporária de Cole Tomas Allen, 31 anos, suspeito de abrir fogo durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, no último sábado (25) em Washington. As acusações incluem tentativa de assassinato do presidente Donald Trump e crimes com arma de fogo.
Durante audiência rápida em Washington, o suspeito não se manifestou sobre os crimes. O juiz fixou a prisão temporária e marcou nova audiência para quinta-feira (30). Allen permaneceu silencioso no tribunal, registrando apenas que responderia às perguntas de forma verdadeira.
O homem, que atua como professor na Califórnia, viajou a Washington com a intenção de atacar o evento. Familiares entregaram às autoridades uma mensagem no celular dele, em que ele afirmava planejar matar autoridades do governo durante o jantar. Também constam desculpas dadas a conhecidos para justificar a ausência, incluindo alunos e pais.
Detalhes do ataque e da preparação
Para executar o plano, Allen alugou um quarto no hotel onde ocorria o encontro e trouxe duas armas compradas entre 2023 e 2025, além de várias facas. Segundo familiares, ele frequentou aulas de tiro e adotava declarações radicais.
Durante o ataque, o suspeito atingiu apenas um agente do Serviço Secreto, que usava colete à prova de balas e não ficou gravemente ferido. A Casa Branca informou que este é o terceiro episódio conhecido de uma tentativa de assassinato contra Trump.
As autoridades destacaram que as informações sobre as intenções foram repassadas pela família apenas minutos antes do ataque, o que dificultou a intervenção preventiva. O caso segue sob apuração e novas etapas processuais estão previstas.
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