Assimi Goïta, chefe da junta militar no Mali, reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, no Kremlin no ano passado, simbolizando a influência de Moscou sobre o governo de Bamako. Naquela época, cerca de 2.000 tropas russas apoiavam o regime no país.
A presença russa está ligada ao projeto de influência na região do Sahel. O Mali recebe suporte militar e político em troca de acesso a recursos, com a presença da Africa Corps, criada para substituir o grupo Wagner após sua reestruturação.
No fim de semana, ataques coordenados de jihadistas e de um grupo separatista atingiram áreas sob controle russo. As ações prosseguiram na segunda-feira, com números e desdobramentos ainda pouco claros.
Santa Cruz de Kidal e desfechos
A Africa Corps reconheceu baixas e afirmou ter evacuado feridos e equipamento pesado. Relatos de blogs de defesa indicam queda de um helicóptero russo perto de Gao, aumentando o contexto de perdas.
A morte do ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, em virtude de ferimentos de um ataque suicida à residência dele, elevou o impacto político da crise. Camara foi uma figura central na parceria com a Rússia desde 2021.
Autoridades malianas confirmaram, no fim de semana, a saída de Camara e ressaltaram que o governo manterá o alinhamento com Moscou. Analistas destacam que os eventos expõem limitações do apoio russo diante da insurgência local.
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