Viktor Orbán anunciou neste sábado, 25/4, que abrirá mão de seu assento no Parlamento húngaro para se dedicar à reorganização do campo nacional. A decisão ocorre após a derrota nas eleições de 12 de abril, que encerrou 16 anos de governo.
A coalizão de Orbán, formada pelo Fidesz-KDNP, sofreu um resultado esmagador. O sufrágio consolidou a derrota do premiê, com a oposição ganhando força e a reorganização do campo político em foco.
Quem assume é Peter Magyar, antigo aliado conservador pró-União Europeia. O partido dele teve maioria parlamentar de dois terços na votação recente, consolidando o ingresso no governo.
Orbán explicou que a cadeira na casa permanece pertencente ao Fidesz, e que, neste momento, não é necessário no Parlamento, mas sim dedicado à reorganização do campo nacional. Ele também deixou aberta a possibilidade de continuar como presidente do Fidesz, dependendo de um congresso em junho.
Novo premiê e críticas ao desfecho
Magyar, anunciado como vencedor, prometeu uma mudança de regime. Ele afirmou que a saída de Orbán revela falhas na liderança e criticou a gestão anterior, afirmando que não há espaço para oposição democrática com o atual comando.
A Assembleia Nacional deve iniciar a sessão em 9 de maio, com juramento dos parlamentares eleitos. O bloco liderado por Magyar conseguiu 141 cadeiras, contra 52 do Fidesz-KDNP, e 6 para o partido ultradireitista Nossa Pátria.
A cobertura completa segue acompanhando as implicações políticas internas, o andamento da reorganização do campo nacional e as repercussões internacionais do novo cenário húngaro.
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