Os Estados Unidos e o Irã entraram em novo impasse nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, enquanto o petróleo reage com alta sobre o risco geopolítico. Trump cancelou envio de emissários a Islamabad para diálogo, citando disputa interna no Irã. O Irã, por sua vez, apresentou uma nova proposta.
A proposta iraniana visa reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito, com o adiamento de questões do programa nuclear, segundo a CNBC, citando fontes conhecedoras e governo americano. Abbas Araghchi retornou a Islamabad no domingo.
Em meio à incerteza, os preços do petróleo sobem, mantendo prêmio de risco no mercado de energia. O Brent tem forte volatilidade e há expectativa de que o choque persista mesmo com avanços eventuais.
Perspectivas de preço e oferta
O Goldman Sachs elevou a projeção do Brent para US$ 90/bbl ao fim de 2026, citando oferta restrita pela normalização regional mais lenta e baixa de estoques. A instituição aponta técnica de oferta reduzida.
Relatórios indicam que estoques teriam recuado entre 11 e 12 milhões de barris/dia em abril, pressionando ainda mais os preços. A normalização das exportações regionais deve ocorrer apenas no fim de junho, segundo a instituição.
Impactos setoriais e expectativas
A Invesco estima piso de US$ 80 por barril para o Brent, caso a normalização não se acelere. Analistas alertam que duração do conflito pode reduzir demanda, elevando ainda mais os custos para países importadores.
Além do petróleo, o conflito impacta gás natural e alimentos, elevando custos de fertilizantes e agrícolas. O efeito pode complicar a atuação de bancos centrais diante de choques inflacionários.
Agenda de decisões
Nesta semana, investidores observam decisões de juros nos EUA, Brasil, Japão e Canadá. Especialistas destacam que movimentos de política monetária podem tentar reagir a choques de oferta, sem assumir posição sobre o fim do impasse.
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