O limbo entre paz e guerra entre EUA e Irã ganha tempo morto após dois meses de negociações frágeis sobre o fim definitivo do conflito, ativo desde 28 de fevereiro. Teerã e Washington não avançam, mantendo-se na energia de dissuasão e pressão mútua.
Autoridades iranianas apontam capacidade de suportar perdas econômicas maiores que as previstas, mesmo diante da persistência da crise. O risco de ataques de EUA ou de Israel alimenta a cautela de Teerã sem confirmar novas tratativas.
Analistas destacam que o impasse pode ter efeitos dramáticos na economia global, principalmente pela possível continuidade de interrupções no estreito de Hormuz. O quadro atual é descrito como limbo estratégico.
Análise econômica: pesam custos e cenários
Para especialistas, o Irã avalia manter o status quo, com receio de ser visto como responsável por falhas futuras caso um acordo não seja alcançado. O governo teme consequências políticas internas.
Estimativas sobre inflação no Irã variam conforme o cenário. Um acordo conservaria inflação alta, enquanto a guerra poderia derrubá-la ainda mais acentuadamente, segundo veículos econômicos locais.
Interlocutores apontam que, mesmo com dificuldades, o Irã pode resilientemente atravessar meses de crise econômica. Contudo, a interrupção da produção de petróleo e de fertilizantes pode impactar mercados globais.
Perspectivas e reflexos regionais
Especialistas ressaltam que a ausência de acordo deixa ambos os lados expostos a riscos estratégicos. A liderança iraniana, no entanto, busca evitar mudanças que possam ser atribuídas a falhas futuras.
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