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Presidente do México diz que EUA não devem participar de nova operação antidrogas

México cobra que autoridades dos EUA não participem de operações antidrogas em Chihuahua, após mortes de dois agentes; governo diz não ter conhecimento prévio

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, discursa durante um evento na Praça do Zócalo — Foto: REUTERS/Raquel Cunha
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O governo mexicano informou a Washington que a presença não autorizada de autoridades americanas em uma operação antidrogas em Chihuahua não deve se repetir. A nota diplomática foi enviada após o episódio envolvendo agentes dos EUA, considerados pela imprensa como membros da CIA, e funcionários mexicanos.

O incidente ocorreu no início de 19 de abril, quando quatro أفراد—dois americanos e dois mexicanos—em acidente de carro durante a operação. O governo federal mexicano afirmou que não tinha conhecimento da participação dos agentes dos EUA.

Sheinbaum ressaltou que o governo não tinha ciência da participação e solicitou o fim dessa prática, mantendo o respeito à Constituição e à lei de segurança nacional. Os EUA teriam concordado com esse ponto, segundo a nota.

No comunicado do gabinete de segurança mexicano divulgado no fim de semana, ficou claro que os agentes americanos não tinham credenciamento formal e que um deles entrou no México como turista. As mortes reacenderam tensões sobre cooperação em segurança entre os dois países.

O tema permanece sensível, com a presidente mexicana defendendo cooperação em inteligência, mas rejeitando a ação de agentes estrangeiros em território mexicano. Nos EUA, o presidente Donald Trump tem defendido maior uso da força contra cartéis e já mencionou a possibilidade de ações unilaterais.

Contexto e desdobramentos

As autoridades mexicanas reiteraram a necessidade de que acordos de cooperação sigam as normas nacionais. A reunião diplomática resultou na promessa de evitar novas participações não autorizadas. O governo mexicano não detalhou medidas punitivas.

As informações também destacam disputas sobre credenciais, fiscalizações de fronteira e participação de pessoal estrangeiro em operações regionais. Não houve confirmação adicional sobre investigações ou responsabilizações.

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