O Brasil sediou a 9.ª Reunião Ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas) nos dias 8 e 9 de abril, assumindo pela terceira vez a Presidência Pro Tempore. O encontro reuniu representantes de 24 países da região, com foco na paz, cooperação e desenvolvimento sustentável.
A Zopacas foi criada por iniciativa brasileira, com apoio da Argentina, por meio da ONU em 1986. O objetivo é promover cooperação regional, segurança, preservação ambiental e estabilidade no Atlântico Sul, abrangendo a costa ocidental da África e a área entre o paralelo 16° N e a Antártida.
Nos primeiros anos, a agenda priorizava cooperação para o desenvolvimento socioeconômico e a não proliferação de armas nucleares. Com o tempo, o foco se expandiu para proteção ambiental marinha e governança da região, especialmente diante de descobertas de petróleo offshore e da necessidade de reduzir vulnerabilidades externas.
Estrutura e objetivos atualizados
Nos últimos 20 anos, o Brasil incluiu a Zopacas no conceito de entorno estratégico da Política de Defesa Nacional, reforçando a cooperação com membros africanos e a proteção de recursos marinhos. A organização busca também evitar maior presença militar de potências não regionais no Atlântico Sul.
A 9.ª Reunião Ministerial resultou em uma declaração política sobre paz, segurança e desenvolvimento sustentável. Também foi apresentada uma estratégia de cooperação, com governança dos oceanos, segurança marítima e preservação ambiental, além de uma convenção específica para o Atlântico Sul.
Perspectivas para os próximos anos
Sob a Presidência Brasileira, o período de três anos deve ampliar o engajamento dos países africanos e fortalecer a cooperação regional para enfrentar ameaças como poluição marítima, pesca ilegal e criminalidade transnacional. A organização atua como contrapeso a pressões extrarregionais no Atlântico Sul.
Casos de cooperação já firmados discordam de acordos-quadro com nações como África do Sul, Namíbia, Angola, Nigéria, Cabo Verde e outros, além de acordos operacionais entre centros de controle de tráfego aéreo e marítimo e marinhas nacionais. Esses acordos sustentam a integração regional e a segurança da região.
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