Os Emirados Árabes Unidos anunciam que deixam a Opep a partir de 1º de maio de 2026. A decisão foi divulgada pela agência estatal WAM, citando visão estratégica e econômica de longo prazo. A medida também encerra a participação no Opep+.
A saída ocorre ainda com a guerra no Irã envolvendo EUA e Israel, que restringe o tráfego pelo estreito de Ormuz. O comunicado aponta volatilidade de curto prazo no mercado global de petróleo e foco em produção doméstica.
A decisão libera os Emirados para ajustar a produção conforme necessidade, sem responder às cotas de coordenação do cartel. O país passa a não obedecer às decisões da Opep a partir de maio.
Os Emirados são o 3º maior produtor da Opep, atrás de Arábia Saudita e Iraque. A Abu Dhabi National Oil Company produzia 2,94 milhões de barris/dia em 2023, com meta de 5 milhões até 2027.
A Opep, criada em 1960, coordena políticas de petróleo entre os membros para estabilidade de mercados. Membros ajustam oferta para influenciar preços globais e inflação.
Emissão recente de nomes mostra mudanças: EUA já criticam a Opep por influência de cotas. Angola deixou a Opep em 2023; Qatar e Equador já se desvincularam. A saída dos Emirados é a mais significativa desde então.
Países da Opep atuais: Argélia, Congo,Guiné Equatorial, Gabão, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Arábia Saudita, Venezuela. Ex-membros recente: Qatar, Equador, Angola, Emirados. Opep+ inclui Rússia, Cazaquistão, México, entre outros.
Mercados reagiram: o Brent subiu acima de US$ 105 o barril pela manhã, com ajustes após a notícia de saída. A alta também refletia tensões sobre Ormuz e resistiu a novos movimentos do mercado.
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