O Irã e os Estados Unidos trocaram acusações durante uma sessão na Assembleia Geral das Nações Unidas, em que se discutia a implementação do tratado de não proliferação nuclear. O Irã foi designado como um dos 34 vice-presidentes da conferência, o que desagradou a delegação americana, que viu nesse gesto uma afronta ao acordo.
Segundo o representante dos EUA, a decisão de incluir o Irã na vice-presidência contradiz compromissos do país com o tratado. Em resposta, o embaixador do Irã alegou que a acusação estadunidense é infundada e ressaltou que os EUA continuam a ampliar seu arsenal nuclear, apesar de serem o único Estado a ter utilizado bombas atômicas.
O tratado, assinado em 1968 e instaurado em 1970, busca impedir a produção de armas nucleares e reduzir estoques de nações que já as possuíam. Quando surgiu, apenas cinco países possuíam armas nucleares: EUA, Rússia, China, França e Reino Unido. Hoje, a discussão sobre a proliferação permanece acesa, com novas potências no quadro nuclear global, conforme analisa o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin.
No programa Conexão Record News, o acadêmico enfatizou que, embora haja espaço para o debate, o Irã estaria violando dispositivos do acordo ao enriquecer urânio com finalidade de desenvolver arma. A leitura dele aponta para uma percepção de que o mundo vive uma corrida armamentista de natureza nuclear, elevando tensões entre potências.
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