King Charles III discursou diante do Congresso dos EUA como centro da visita de quatro dias ao país, para marcar os 250 anos da independência americana. O rei enfatizou a relação especial entre Londres e Washington, a importância da OTAN, a defesa da Ucrânia e a crise climática, em tom diplomático e institucional.
O monarca destacou a parceria entre as nações ao longo dos séculos e citou a Magna Carta como base de freios e contrapesos, em uma fala que recebeu apoio de parlamentares de ambos os lados. Também pediu firmeza na defesa de Ucrânia com o objetivo de alcançar paz estável.
Charles ressaltou a importância de ações conjuntas no combate às mudanças climáticas e elogiou a força econômica das ligas entre as duas potências. Estima-se que o comércio entre os dois países mova cerca de 430 bilhões de dólares por ano e que o investimento mútuo alcance 1,7 trilhão de dólares.
Pontos-chave da fala
O rei mencionou que a defesa coletiva, liderada pela OTAN, permanece central para a segurança transatlântica, cobrindo desde o Atlântico até as regiões árticas. Reforçou a necessidade de manter alianças fortes diante de ameaças comuns.
Ele também chamou atenção para a cooperação militar e de inteligência entre as nações, descrevendo a parceria como sólida ao longo de décadas. O discurso ocorreu em meio a uma plateia formada por legisladores e autoridades militares dos EUA.
Repercussões e contexto político
A visita ocorre em meio a tensões entre o governo de Keir Starmer no Reino Unido e a administração de Donald Trump, que sinaliza divergências sobre políticas comerciais e alianças globais. No encontro anterior, Trump elogiou a relação entre os dois países.
A agenda incluiu uma cerimônia de recepção na Casa Branca, com desfile militar e demonstração aérea. A chegada da realeza, em particular, ocorreu a portas fechadas por motivos de protocolo e para evitar atritos públicos entre as lideranças.
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