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Soldado lucrou 2 milhões com aposta na captura de Maduro e se declara inocente

Soldado envolvido na captura de Maduro se declara inocente; acusado de uso de informações confidenciais para lucrar com apostas, soma superior a US$ 400 mil

Vand Dyke foi preso e enfrentará acusações de fraude e uso de informações confidenciais
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Gannon Ken Van Dyke, soldado das forças especiais, declarou-se inocente nesta terça-feira (28) de usar indevidamente informações confidenciais sobre a operação que capturou Nicolás Maduro para obter lucros de mais de US$ 400 mil. O caso envolve uma aposta no mercado de previsão sobre a captura do presidente venezuelano. Van Dyke está em serviço ativo e foi apresentado à justiça em Nova York.

O militar, de 38 anos, estava lotado em Fort Bragg e compareceu em trajes civis diante da juíza Margaret Garnett. A acusação sustenta que ele utilizou informações sigilosas para apostar previamente em desfechos da operação, incluindo a saída de Maduro da Venezuela até o fim de janeiro. O total de ganhos foi superior a US$ 400 mil, segundo a denúncia.

Contexto do caso

Promotores afirmam que as apostas foram feitas no Polymarket, mercado de previsão. A ação marca a primeira acusação federal envolvendo apostas em eventos geopolíticos. A investigação também aponta transferência de recursos para um cofres de criptomoedas e posterior movimentação para uma conta de corretagem.

Van Dyke teria obtido lucro de cerca de US$ 32 mil com apostas relacionadas ao envolvimento dos EUA na Venezuela e ao fato de Maduro ficar fora do país. O dinheiro foi supostamente transferido para um cofrezinho offshore antes de ser movido para a conta. A acusação menciona ainda que a conta do Polymarket de Van Dyke foi solicitada a ser excluída após o desfecho da operação.

Andamento processual

O militar foi preso na noite de 23 de abril e indiciado por uso ilegal de informações governamentais, roubo de dados confidenciais, fraude de commodities, fraude eletrônica e transação monetária ilegal. A primeira audiência ocorreu no dia 24 de abril, na Carolina do Norte, com liberdade sob fiança de US$ 250 mil.

A repercussão do caso aparece em meio a debates sobre apostas em eventos geopolíticos. O uso de informações sensíveis em operações militares levanta questões sobre segurança e integridade de informações classificadas, segundo analistas. Pessoas envolvidas em situações semelhantes costumam enfrentar processos criminais e sanções disciplinares.

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