Tuvalu sediará a segunda conferência global sobre o fim dos combustíveis fósseis, ampliando o debate iniciado em Santa Marta, na Colômbia. O encontro busca caminhos práticos para substituir petróleo, gás e carvão, com foco em responsabilidade internacional.
O arquipélago do Pacífico, formado por nove ilhas, é uma das nações mais vulneráveis às mudanças climáticas. O território, com cerca de 26 km², fica a cinco metros acima do nível do mar e teme desaparecer nas próximas décadas devido ao aquecimento global.
Durante a primeira conferência, realizada em Santa Marta, o ministro do Meio Ambiente de Tuvalu, Maina Vakafua Talia, criticou a distância entre promessas e ações. Ele pediu medidas imediatas para reduzir emissões de metano e acelerar a transição energética.
Tuvalu participou do lançamento do chamado Processos de Santa Marta, que difere das negociações tradicionais da ONU. O foco é definir roteiros nacionais para mais de 50 países, com ênfase em ações concretas, não apenas consensos.
A ideia central é estabelecer um instrumento internacional vinculante para gerenciar a oferta e demanda de combustíveis poluentes, com mecanismos de responsabilização. O objetivo é criar um marco capaz de enfrentar promessas não cumpridas.
O evento no Caribe contou com apoio do PSIDS e de governos do Sul Global, além de organizações da sociedade civil, comunidades indígenas, saúde, trabalho e grupos religiosos. A Chamada de Tasiriki já mobiliza o Pacífico.
Talia afirmou que a segunda edição deve manter a continuidade do processo e transformar o impulso em progressos concretos até 2027. A agenda prioriza ações rápidas para reduzir impactos climáticos e de saúde.
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