Na inauguração de um grande memorial na periferia de Pyongyang, Kim Jong Un elogiou soldados norte-coreanos que teriam optado pela morte em combate na Ucrânia para evitar a captura. A cena ocorreu durante a abertura do vasto complexo, que mistura cemitério e museu dedicado aos mortos na guerra.
Segundo a KCNA, o líder afirmou que a opção pela autoexplosão representa lealdade suprema ao regime. A cerimônia incluiu o deslocamento entre sepulturas recém abertas e a reverência com o ato de derramar terra sobre um túmulo, diante de estátuas de bronze e paredes de mármore que listam nomes.
Memorial e implicações
O conjunto memorial exibe restos mortais, relíquias e equipamentos militares capturados, em tom de homenagem aos soldados enviados para a região de Kursk, na Rússia. Análises indicam que o local funciona como peça central para enquadrar as mortes como atos patrióticos, ampliando o enredo da participação norte-coreana na guerra.
Envolvimento norte-coreano na guerra
Dados de NK News apontam 2.288 nomes em paredes de mármore e milhares de outras informações associadas aos enterrados no complexo, além de 271 túmulos e 1.700 compartimentos. Autoridades sul-coreanas estimam que mais de 10 mil soldados teriam participado do conflito, com dezenas de milhares feridos ou mortos.
Contexto internacional
O memorial coincidiu com a presença de oficiais de Moscou durante a inauguração, e uma mensagem de Vladimir Putin foi lida durante o evento. O que restou exposto inclui veículos de origem estrangeira, levantando questões sobre a procedência de tanques Leopard e Abrams exibidos no local.
Deserção e dilemas legais
Relatos de desertores norte-coreanos indicam que poucos foram capturados vivos; alguns afirmaram não ter consciência prévia de ir para o combate. O retorno de prisioneiros de guerra à Coreia do Norte traz controvérsias legais e humanitárias, com a Coreia do Sul sinalizando abertura à deserção.
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