O Kremlin afirmou nesta quinta-feira (30) que as forças russas permanecerão no Mali para ajudar o governo militar a combater insurgentes, após uma ofensiva surpresa de um grupo ligado à Al-Qaeda na África Ocidental e de um grupo separatista dominado por tuaregues.
Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, a presença da Rússia decorre de uma necessidade identificada pelo governo atual; a Rússia continuará no Mali para enfrentar extremismo, terrorismo e outros fenômenos nocivos, além de manter o apoio ao governo.
O Mali confirmou a morte do ministro da Defesa, Sadio Camara, que era treinado pela Rússia, em um atentado suicida ocorrido no fim de semana. Em resposta, o Africa Corps russo foi forçado a se retirar de Kidal, cidade estratégica tomada por mercenários russos em 2023.
Para conter os insurgentes, Moscou recorreu à mobilização de helicópteros de ataque e de bombardeiros estratégicos, em operações que ampliaram a presença militar russa no país.
Analistas apontam que a imagem da Rússia como garantidora de segurança na África sofreu abalo diante dos recentes eventos. Os especialistas destacam que os interesses estratégicos e econômicos russos no continente ficam expostos à instabilidade regional.
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