O governo de Donald Trump enfrenta o prazo de 60 dias para encerrar ou buscar autorização do Congresso para a guerra com o Irã, conforme a War Powers Act de 1973. Hoje marca esse prazo, após notificações ao Congresso sobre ataques iniciados em 28 de fevereiro. A administração, no entanto, sustenta que o relógio está pausado pela trégua acordada com o Irã.
Uma autoridade da Casa Branca já havia indicado que as hostilidades iniciadas no sábado anterior teriam terminado, para fins de Poderes de Guerra. Em efeito prático, os republicanos no Senado repetem bloqueios a uma resolução democrata que exigiria autorização congressual para ações militares adicionais.
Parlamentares republicanos resistem a aprovar a resolução, enquanto democratas tentam impor limites ao conflito. Nesta quinta, o Senado rejeitou pela sexta vez a matéria encaminhada pelo democrata Adam Schiff. Entre os que votaram, dois republicanos apoiaram a medida e um democrata se posicionou contra.
Desdobramentos
Susan Collins e Rand Paul votaram a favor da resolução de limitação, enquanto John Fetterman votou contra. Collins destacou o papel do Congresso no processo de decisão de guerra e a vigência do prazo de 60 dias, que não é apenas sugestivo, segundo ela.
Em Washington, surgiram outras informações. Jeanine Pirro divulgou imagens editadas de câmera de segurança da correspondência do jantar na Casa Branca, levantando dúvidas sobre se o suspeito atirou ou foi parado. Dados oficiais apontam que o agente respondeu com fogo contra Allen, mas há incerteza sobre quem atirou primeiro.
Sean Curran, diretor do Serviço Secreto, afirmou que a suposta prisão ocorreu antes de qualquer disparo de serviço secreto, citando uma barreira física usada para detecção de metal como parte do incidente. A versão contrasta com relatos anteriores de tiros de agentes.
Congressos também avançaram na renovação de leis de inteligência. Foi aprovada uma extensão de 45 dias da seção 702 da FISA, permitindo vigilância sem mandado por parte das agências de inteligência americanas.
Outros pontos
Trump sinalizou a possibilidade de retirada de tropas na Espanha e na Itália, em meio a críticas à condução da guerra no Oriente Médio. O político também sinalizou a revisão da presença militar dos EUA na Alemanha, após críticas do governo alemão sobre a atuação norte-americana.
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