O Irã avisou que responderia com ataques “longos e dolorosos” caso Washington retome ofensivas contra Teerã. A ameaça foi proferida na quinta-feira, 30 de abril de 2026, em meio a negociações sobre novas ações militares por parte dos EUA.
A declaração foi feita em um momento de escalada regional, dois meses após o início do confronto que envolve EUA, Israel e Irã. O aumento dos ataques começou com ações norte-americanas e israelenses contra o território iraniano, seguidas por retalições de Teerã contra Israel e bases dos EUA no Golfo.
A tensão ocorre em meio à disputa pelo estreito de Ormuz, estrada estratégica que transporta parte expressiva do petróleo mundial. Teerã afirmou que manterá o controle da passagem, rejeitando a participação de forças estrangeiras na região.
Ormuz e impacto econômico
O estreito continua sob pressão por parte do Irã, em resposta ao bloqueio das exportações de petróleo iraniano pelos EUA. O canal concentra cerca de 20% do petróleo e do gás natural líquidos transportados globalmente.
O Brent, referência de petróleo, voltou a oscilar após a ameaça, chegando a superar 126 dólares o barril antes de recuar. No começo de maio, a cotação girava em torno de 110 dólares, ainda com forte volatilidade.
Analistas apontam que a navegação pelo estreito deve permanecer limitada enquanto não houver normalização, mantendo a pressão sobre os preços da energia global. As autoridades estudam ações para facilitar a passagem, mas ainda sem acordo.
Cenário político e legal
Apesar de uma trégua vigente desde 8 de abril, o conflito permanece em estágio de tensão. Um porta-voz do governo dos EUA informou que a contagem de tempo da Lei de Poderes de Guerra, de 1973, pode ser encerrada no início de maio sem nova autorização parlamentar.
Democratas questionam a interpretação de que a trégua interrompeu a contagem, enquanto republicanos controlam o Congresso e resistem a avanços sem aprovação legislativa. O cenário legal complica qualquer decisão sobre novas ações militares.
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