Há 4 décadas, o estreito de Ormuz é visto como vulnerável para o petróleo global. A região já foi palco de ataques durante a Guerra Irã-Iraque, o que levou à diversificação de rotas de exportação. A crise recente intensificou o debate sobre evitar depender desse ponto estratégico.
A América do Norte, a Europa e empresas privadas acompanham a evolução da situação. O conflito entre EUA, Israel e Irã elevou a pressão para reduzir a dependência de Ormuz. Estudam-se caminhos alternativos para manter o abastecimento mundial estável.
Governos do Golfo relatam planos para desviar parte das exportações de petróleo de Ormuz. Analistas citados pelo Financial Times destacam a hipótese de novos oleodutos paralelos e ampliação de terminais em costas alternativas.
Rotas paralelas e investimentos
Segundo especialistas, o oleoduto saudita já opera perto da capacidade máxima, com cerca de 7 milhões de bpd, enquanto o sistema dos Emirados transporta cerca de 1,8 milhão de bpd até Fujairah. Projetos adicionais demandam tempo e recursos.
O desafio é ampliar a capacidade sem elevar custos políticos. Pesquisas apontam que dobrar o volume atual seria necessário para absorver todo o fluxo anterior a Ormuz. Ainda assim, propostas ganham força entre governos e setor privado.
A Agência Internacional de Energia recomenda soluções regionais, como ligação Iraque-Ceyhan, para reforçar a segurança energética da região. Fatih Birol ressalta ganhos potenciais para a Europa com essa rede.
Projetos no Iraque e novas vias
O Iraque retomou o oleoduto Kirkuk–Turquia, com capacidade de até 250 mil bpd, e licita o trecho Basra–Haditha, estimado em US$ 4,6 bilhões. A meta é ampliar o alcance até Aqaba, na Jordânia, Síria ou Turquia, com capacidade de até 3 milhões de bpd.
Outra proposta envolve ligar ao porto de Duqm, em Omã, fortalecendo rotas terrestres para o Golfo. Além de ferrovias, a região avança com rodovias para diversificar o transporte de cargas.
Nos Emirados, a Etihad Rail expandiu o transporte de cargas; a Arábia Saudita também amplia sua malha ferroviária. Embora não substituam o petróleo, as novas vias reduzem riscos logísticos e operacionais.
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