Gene Seroka, diretor executivo do Porto de Los Angeles, afirmou que as empresas de navegação adotam uma postura de “esperar para ver” diante dos esforços dos EUA para reabrir o estreito de Hormuz. A preocupação é com riscos de segurança, custos de seguro e frete em alta que já reduzem o tráfego. A declaração foi feita durante entrevista no evento de conferência Milken Institute Global, em Beverly Hills, na Califórnia, com o jornalista Joe Mathieu da Bloomberg.
Segundo Seroka, o impacto real sobre a oferta ainda está por vir, à medida que aumentam os preços de combustível e diesel. Esses custos pressionam cadeias de suprimento e operadores de caminhões de pequeno porte, ampliando incertezas para a logística portuária e para a economia de atacado. A avaliação aponta para efeitos que vão além do retorno parcial ao fluxo normal de mercadorias.
O executivo destacou que a situação atual envolve não apenas o estreito de Hormuz, mas também fatores de custo, juros e seguros que afetam a operação de frotas e a competitividade de empresas de transporte. O cenário atual sugere continuidade de ajustes na cadeia de suprimentos enquanto governos e mercados aguardam sinais de normalização.
Contexto de Mercado
As autoridades e operadores portuários acompanham o ritmo de reabertura estratégica da região, enquanto profissionais do setor monitoram possíveis novas oscilações de frete e seguro. A avaliação de Seroka sugere que a eficiência logística permanece vulnerável a choques geopolíticos e de custo.
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