O Kremlin aumentou significativamente a segurança pessoal de Vladimir Putin e de assessores próximos, segundo a CNN, que cita um relatório de inteligência recente. A medida é uma resposta ao temor de golpe de Estado e aos atentados contra autoridades ligadas à Ucrânia.
O documento aponta que Putin tem passado semanas em bunkers reforçados, principalmente na região de Krasnodar, perto do Mar Negro, deixando Moscou e Valdai com menor frequência. Casas de assessores também foram equipadas com sistemas de vigilância.
Atmosfera interna revela restrições: cozinheiros, fotógrafos e guardas-costas não podem usar transporte público, e quem trabalha com o presidente recebe telefones sem internet. Visitantes passam por duas revistas antes de chegar ao chefe do Kremlin.
O episódio de dezembro, com a explosão que tirou a vida do general Fanil Saranov, é citado como gatilho para as medidas. O treinamento operacional das Forças Armadas perdeu protagonismo, alimentando tensões entre o Exército e o FSB.
A crise interna envolve desentendimentos entre Valery Gerasimov, chefe do Estado-Maior, e Alexander Bortnikov, do FSB, segundo o relatório. Trocas de acusações teriam impactado a implementação de garantias de proteção entre elites.
Especialistas apontam que a insegurança aumenta com o acirramento do conflito na Ucrânia e o aumento de baixas, de acordo com dados de longo curso. Drones e ataques a cidades ampliam o desconforto na capital, mesmo entre moradores da região.
Entre as preocupações, o temor de um golpe cresce entre a cúpula política. O relatório aponta Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa, como uma figura de alto risco, ligada a influências no alto comando militar. A prisão de Ruslan Tsalkov é interpretada como movimento para enfraquecer esse grupo.
Historicamente, Putin já enfrentou tentativas de golpe, como a marcha sobre Moscou, liderada por Prigozhin em junho de 2023. A operação terminou sem sucesso, e Prigozhin morreu em seguida em acidente de avião.
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