A Ucrânia aponta para o início, em até dois meses, de negociações em seis áreas para a adesão à União Europeia. A afirmação foi feita pelo presidente Volodymyr Zelensky após encontro com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em Yerevan, na Armênia.
Zelensky destacou que o país está plenamente preparado tecnicamente para as negociações, que devem abranger seis grupos ao longo deste mês e do próximo. A meta é avançar o processo sem colocar em risco a estabilidade interna que a Ucrânia busca manter.
O país solicitou a adesão à UE em fevereiro de 2022, logo após a invasão russa. Tornou-se candidato à adesão em junho do mesmo ano, dando início oficial ao procedimento.
A adesão enfrenta entraves técnicos e políticos, o que tem alimentado discussões sobre caminhos alternativos, como a adesão parcial ou um modelo de adesão inversa, com acesso precoce a mercados para acelerar a entrada entre 2027 e 2028.
A discussão sobre o tema também aparece em declarações de líderes internacionais. Em setembro, o presidente russo, Vladimir Putin, sinalizou que não se oporia à adesão da Ucrânia à UE, mas reiterou que a situação com a Otan é diferente e considerada inaceitável pela Rússia.
Contexto do processo de adesão
O processo atual envolve avaliações técnicas, reformas e monitoramento de critérios de adesão, com a necessidade de aprovação unânime entre os Estados-membros.
Perspectivas e obstáculos
Analistas apontam que, mesmo com avanço nas negociações, a conclusão da adesão depende de consenso político entre os 27 membros da UE e de progressos em áreas-chave de reforma institucional e econômica.
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