Houston enfrenta atraso generalizado no transporte público, segundo estudo internacional. A cidade, com cerca de 7 milhões de habitantes na região metropolitana, tem uma malha de ônibus e metro leve com apenas 16 veículos por 100 mil pessoas. A comparação aponta Paris com 118 veículos na mesma métrica.
O estudo classifica o transporte como “de classe mundial” quando é acessível, frequente, confiável e conveniente como alternativa ao automóvel. Em escala global, Viena e Montreal aparecem entre os melhores, com 120 e 107 veículos por 100 mil moradores, respectivamente.
Dados indicam que ampliar o sistema de transportes nos EUA seria caro: cerca de 4,6 trilhões de dólares nos próximos 20 anos, para 7,500 milhas de infraestrutura de trem e ônibus. O resultado esperado envolve reduzir dependência do carro frente a padrões de grandes cidades internacionais.
Comparação internacional
Em Nova York, o sistema de subúrio é o mais próximo de padrões globais, mas ainda fica aquém de cidades de referência como Teerã em termos proporcionais de veículos. Em cidades europeias, a integração entre vida urbana, densidade e transporte público costuma funcionar melhor, com rotas que atendem áreas centrais e periférias.
Analistas destacam que a prioridade de investimentos nos EUA tem favorecido rodovias, o que ampliou a dependência do carro. A mudança demanda redirecionamento de recursos e planejamento que conecte áreas residenciais a centros de trabalho e serviços públicos, ampliando a cobertura de ônibus e trens.
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