O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, nesta quinta-feira. O tema central é o combate ao crime organizado e a medida de evitar que facções como PCC e CV sejam enquadradas como terroristas.
Governantes brasileiros avaliam que a classificação pode trazer riscos à soberania nacional. A ideia é mostrar, durante a reunião, que o Brasil quer enfrentar o crime organizado em parceria com os Estados Unidos.
O governo também busca um acordo de cooperação no combate ao narcotráfico para ser assinado na cúpula. A informação foi divulgada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em entrevista à GloboNews.
Cooperação contra o narcotráfico e apontamentos sobre o combate ao crime
Lula tem ressaltado, em linguagem indireta, que um dos principais líderes do crime organizado no país estaria fora do Brasil, com atuação em Miami, sem citar nomes. A referência visa ilustrar a necessidade de cooperação entre as autoridades.
O caso citado envolve Ricardo Magro, proprietário do Grupo Refit, alvo de investigações de sonegação fiscal ligados à venda de combustíveis. A menção ocorreu em fala pública do presidente no final do ano passado.
A fala do governo sugere que a cooperação com Washington pode facilitar ações conjuntas. Em meio a tensões com o Congresso, o tema permanece em foco na agenda brasileira para a reunião entre Lula e Trump.
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