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EUA voltam a impor tarifas maiores à UE se prazo de 4 de julho não for cumprido

EUA avisam que elevarão tarifas sobre a UE se Bruxelas não cumprir até quatro de julho os compromissos do acordo, diz Jamieson Greer

Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, no Congresso dos Estados Unidos
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Os EUA vão retomar tarifas mais altas sobre produtos da União Europeia caso Bruxelas não cumpra os compromissos do acordo comercial até 4 de julho. A informação foi anunciada pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, nesta sexta-feira.

Greer afirmou, durante o programa Mornings with Maria, que manteve conversas com autoridades de países europeus e da UE durante visita à Europa. Segundo ele, há alinhamento entre as partes sobre mudanças necessárias, mas o cumprimento ainda não ocorreu.

O governo americano ressaltou que, se a UE não cumprir, haverá retomada da estrutura tarifária anterior para a UE, incluindo carros. A medida volta a ser adotada após as promessas de redução de tarifas industriais e abertura de acesso a produtos agrícolas.

Trump: prazo de 4 de julho para cumprimento

O presidente Donald Trump disse, na quinta-feira, que dará até 4 de julho para a UE manter sua parte do acordo, sob pena de aumento das tarifas. A elevação prevista incluir carros e caminhões, avançando de 15% para patamares mais altos.

A estratégia de Washington busca pressão para a UE cumprir obrigações do acordo. A postura ocorre em meio a tensões sobre a guerra no Oriente Médio e a participação de aliados da OTAN no conflito, segundo relatos públicos.

Contexto e desdobramentos

A UE sinalizou acordo com a promessa de reduzir tarifas industriais para zero com os EUA. Além disso, previa eliminar barreiras não tarifárias e facilitar o comércio agrícola. Até agora, segundo Greer, nenhum compromisso foi implementado pela UE.

A Suprema Corte dos EUA anulou tarifas que motivaram as negociações iniciais, o que atrasou a tramitação no Parlamento Europeu. Greer aponta que as mudanças varriam grande parte do acordo, sem avanços perceptíveis da parte europeia.

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