O governo brasileiro avaliou encontros anteriores entre chefes de Estado no Salão Oval com o objetivo de evitar constrangimentos durante a visita de Lula à Casa Branca. A análise foi conduzida pela equipe de Lula para prever possíveis situações.
Lula encontrou Trump na quinta-feira 7, após o presidente norte‑americano sugerir a data à comitiva brasileira. O encontro ocorreu na Casa Branca, em Washington, com tom cordial entre as lideranças.
Desde março, auxiliares do Planalto estudaram interações de líderes com Trump para prevenir episódios desconfortáveis durante a reunião. A intenção era manter o diálogo sob controle.
Para o Planalto, a reunião foi vista como bem‑sucedida. Entre os fatores apontados estão a sugestão de data por Trump, o clima positivo nas imagens oficiais e a publicação do resultado pela Casa Branca em tom favorável.
Também foi destacada a ausência de representantes do Departamento de Estado na hora da reunião. O vice‑presidente americano, J D Vance, manteve postura discreta durante o encontro.
Constrangimentos recentes no Salão Oval
Em fevereiro de 2025, Trump recebeu Volodymyr Zelensky no Salão Oval e houve troca de farpas diante de câmeras. A cobrança de maior gratidão e ataques a Zelensky acentuaram o embate entre os dois lados.
Em maio de 2025, Trump recebeu Cyril Ramaphosa, da África do Sul. O chefe de governo americano provocou atrito ao exibir um vídeo controverso sobre genocídio, elevando tensões e evidenciando uso de desinformação.
As situações anteriores serviram de referência para a preparação brasileira, que buscou evitar repetições de constrangimentos durante a reunião com Lula.
Entre na conversa da comunidade