O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) busca tranquilizar moradores de Tenerife sobre o baixo risco de infecção antes da chegada de um cruzeiro com caso de hantavírus. Tedros Ghebreyesus afirmou que o cenário não se repete o Covid-19 e que não há passageiros sintomáticos a bordo do MV Hondius.
A chegada está prevista para as primeiras horas de domingo, no porto de Granadilla, nas Canárias. Autoridades locais destacam que seis casos foram confirmados entre passageiros e que houve uma morte durante a viagem pela América do Sul. Medidas de contenção são detalhadas pelas autoridades espanholas.
O hantavírus, transmitido por roedores, pode ter sido adquirido por alguns passageiros na América do Sul. Conforme as autoridades, os viajantes serão submetidos a checagens de saúde; a embarcação ficará atracada enquanto ocorrem os protocolos. O risco público permanece baixo, segundo a OMS.
Contenção e logística
Todos os passageiros usarão máscaras FFP2 ao desembarcar, e quem tiver contato com eles durante a transferência também deverá utilizar. Espanha informa que os deslocamentos seguirão a ordem de nacionalidade, com residentes espanhóis deixarem o navio primeiro.
Os passageiros só poderão sair com uma pequena bolsa selada contendo itens essenciais. O corpo de uma das pessoas falecidas não será removido durante a permanência nas ilhas, e será encaminhado para desinfecção na Holanda junto aos pertences antes de ser removido.
Contexto da crise
A chegada de Honduras ocorre em meio a protestos locais e críticas ao governo central. O presidente regional, Fernando Clavijo, questionou o momento da resposta, citando que a fase final poderia ocorrer em Cabo Verde. O episódio também envolve reações políticas de partidos de oposição.
Segundo autoridades, já há dois britânicos com casos confirmados recebendo tratamento fora do país, e outro britânico permanece sob avaliação em Tristan da Cunha, ilha remota no Atlântico. A origem da epidemia ainda não está completamente esclarecida.
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