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China registra menor número de casamentos em 10 anos, crise de natalidade

China registra menor número de casamentos em dez anos no primeiro semestre de 2026, ampliando as preocupações com crise demográfica

Uma mulher carregando uma criança passa por um grande anúncio de casamento na entrada de um hotel, indicando que o casal retratado no outdoor provavelmente realizará seu banquete de casamento ali. À medida que as taxas de casamento e natalidade na China continuam a diminuir, cenas como essa destacam o contraste entre a cultura tradicional de casamento e as mudanças demográficas e tendências sociais em 10 de março de 2025 em Chongqing, China
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A China registrou 1,697 milhão de uniões no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Ministério de Assuntos Civis. A queda de 6,2% no número de casamentos ocorreu em comparação com o mesmo período de 2025, reforçando preocupações sobre a crise demográfica. Os casais chineses costumam registrar o casamento antes de ter filhos.

O registro de matrimônios é considerado indicador da fertilidade no país. O texto destaca que o matrimônio está ligado a benefícios ligados ao nascimento e à criação de filhos. O recuo acentua pressões sobre políticas públicas voltadas a estímulos familiares e econômicos.

Dados de 2025 já indicavam queda da população pela quarta vez consecutiva, com natalidade em nível historicamente baixo. Pequim adotou medidas para incentivar a natalidade, incluindo apoio à creche, redução de custos médicos do parto e subsídios familiares.

Causas e impactos

  • Fatores demográficos ajudam a explicar o cenário, como a herança da política do filho único, encerrada em 2015, e o desequilíbrio entre oferta de homens e mulheres.
  • Além disso, o desemprego elevado e o envelhecimento populacional estendem o desafio de manter taxas de casamento estáveis.
  • A composição etária das mulheres também influencia, já que o censo de 2020 mostrou queda do grupo entre 20 e 30 anos, faixa que tende a encolher nos próximos anos.

A pesquisa de instituições estrangeiras cita um efeito no “mercado de casamentos”: custos elevados do dote e a exigência de moradia para o casal. Especialistas apontam que mudanças culturais, educação e independência financeira também reduzem a incidência de casamentos formais.

Entre aspectos socioculturais, registros apontam o aumento do número de solteiras entre 25 e 29 anos. Em 2000, esse grupo representava 9%, e 2023 já alcançava 43%, com tendência de alta. O contexto é visto como parte de uma transformação demográfica mais ampla.

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